eu já te disse que te quero em curva de rio em um instante paralelo… eu te quero não pra mim porque os outros a si mesmo pertencem como eu ao meu eu… é tu que te tens alheio ou em si guardado.. é tu que te és – acesso em chama – nós atados em bordados… tu que és navio-porto-pássaro-viagem… que és um tanto carne – um tanto corpo alado… eu já te disse que te quero?… não para ser meu – porque a mim não pertence teus quereres e vontades… te quero palavra aberta em céu de estrelas brilhantes… assim como te quero sorriso de nuvem… quero-te como brincadeira de criança… quero-te como um ser que em mim dança… e por querer-te alheio a mim e ao meu desejo, por ti é que guardo dentro de mim sempre um beijo… para que voes… fluindo sereno as asas que sonhaste nesse dia…