… no filme ele morria e ia parar na ‘Cidade do Julgamento’… dependendo do julgamento ele voltaria para mais uma encarnação na terra ou seguiria no curso do Universo, evoluindo sem precisar mais voltar… na Cidade do Julgamento os ‘mortos’ usavam uma roupa branca esquisita e se podia comer TUDO o quanto se quisesse que não se engordaria… mas na verdade, o mais tocante foi o fato de que o julgamento tinha como ponto crucial o “medo”… o julgado assistia junto ao promotor e ao advogado de defesa momentos de sua vida, como numa tela de cinema em que a batalha se dava por momentos de coragem ou de puro medo… quanto maior o medo e os momentos em que o medo impedia a ação, maior a chance de se voltar para cá e recomeçar do zero… não pude deixar de pensar nos meus medos todos… medos tolos… medo capaz de paralisar… o medo nos impede de crescer, de evoluir e até de amar… redescobri o meu medo de ser feliz que se enrosca numa eterna insatisfação pessoal, como se nada – nada mesmo tivesse um verdadeiro significado de plenitude e realização… fiquei imaginando como seria assistir às cenas de minha vida em que fui corajosa e venci o medo e aquelas em que me rendi à ele…

…ser feliz se resume a não ter medo…